Atividade desenvolvida durante o I Congresso Latino-americano de ensino de Geografia.
quarta-feira, 23 de junho de 2021
segunda-feira, 1 de março de 2021
Jogos digitais - testando o bookwidgets*
Bookwidgets é um construtor de widgets interativos fácil de usar.
Dentre mais de 40 modelos de exercícios digitais que funcionam em smartphones, tablets e computadores, você pode transformar atividades de papel em jogos digitais de aprendizagem.
É possível escolher entre enigmas de palavras cruzadas personalizados, fichas de bingo, jogos de memória e muito mais.
É claro que a Coleção Jogos Geográficos não podia ficar de fora!!! Adaptamos a estrutura do jogo de dominó Pontos Turísticos do Brasil na modalidade PairMatching (Formação de Pares).
Essa função é semelhante ao jogo de memória, exceto que todas as cartas estão visíveis o tempo todo. Escolhi essa função pois a ideia é formar pares que são compostos por imagens diferentes (vertical e oblíquas) do mesmo ponto turístico. Como no jogo da memória as imagens ficam "escondidas" a assimilação da mudança de perspectiva poderia atrapalhar a dinâmica e confundir os alunos. Alguns jogos podem ser avaliados automaticamente, fornecendo informações ou possibilidades de monitoramento dos nossos alunos em tempo real.
Além disso é um sistema integrado com Google Classroom, em que as notas do BookWidgets podem ser enviadas automaticamente para seu diário de classe.
*Dica da nossa queridíssima Viviane Cracel!!!!
** As imagens foram retiradas do site https://www.bookwidgets.com/
terça-feira, 8 de dezembro de 2020
Programas utilizados (gratuitos)
Quer construir um jogo geográfico mas não sabe por onde começar? Confira aqui alguns programas gratuitos que utilizo para criar os jogos geográficos!!!
Um dos passos para a construção de jogos geográficos é conhecer/escolher a área que será “transformada” no cenário do jogo. Podemos usar uma base cartográfica (como mapas ou imagens aéreas) da área escolhida utilizando de duas estratégias:
Download gratuito disponível em: <https://pt.wikiloc.com/>
Feito isso, passamos para o desenho do mapa-base e/ou das peças. O cuidado com a aparência lúdica é fundamental para chamar a atenção e entusiasmar os jogadores. Para crianças pequenas, os elementos espaciais que servirão de referência para localização e/ou orientação devem ser mais simples, como o uso de símbolos pictográficos. Já com crianças maiores, se o objetivo for aumentar a dificuldade, elementos mais complexos são indicados.
Download gratuito disponível em: <https://inkscape.org/pt-br/baixar/>.
DICA!!!!
Existem muitos tutoriais no YouTube ensinado como utilizar cada um desses programas...se jogue!!!
Além disso você encontra aqui no blog um singelo manual com as principais ferramentas que eu utilizo nos programas Inkscape e Google Earth. Não deixe de conferir!
Disponível para download aqui:
https://www.academia.edu/37590216/Apostila_Construindo_Jogos_geogr%C3%A1ficos_passo_a_passo_Inkscape_pdf
https://www.academia.edu/37590216/Apostila_Construindo_Jogos_geogr%C3%A1ficos_passo_a_passo_Inkscape_pdf
SEGREDINHO!!!!
Tem dificuldade de desenhar em vetor??? Eu também!!!!! Então aqui vai meu segredinho....Podemos encontrar na internet bancos gratuitos de desenhos em vetor que você pode utilizar/personalizar. Eu normalmente utilizo esse aqui: https://br.freepik.com/
segunda-feira, 28 de setembro de 2020
Palestra: Jogos Pedagógicos no Ensino da Geografia com Thiara Breda (24/09/2020)
Atividade organizada pelos alunos bolsistas do Projeto Expedições Geográficas no Laboratório Pedagógico de Geografia (LABOGEO) da Universidade Federal do Paraná.
Palestra on-line (YouTube)
https://www.youtube.com/watch?v=LlOJr31c4Fw&t=5363s&ab_channel=ExpediçõesGeográficas
Apresentação utilizada na palestra (pdf):
https://www.academia.edu/44183725/Palestra_Jogos_Pedagógicos_no_Ensino_da_Geografia_24_09_2020_
quarta-feira, 23 de setembro de 2020
Planejamento...Quando utilizar?
O jogo pode proporcionar o interesse pelo aprender de forma despercebida, colaborando para o processo de ensino-aprendizagem, seja para introduzir e/ou reforçar um assunto, seja para avaliar o conteúdo já trabalhado.
Algumas possibilidades de jogos em sequências didáticas
Fonte: BREDA, 2018, p. 58.
domingo, 13 de janeiro de 2019
Jogo Perfil Histórico
Confecção e desenvolvimento: Vanessa Petruz Benedini
Colaboração: Thiara Vichiato Breda
O jogo Perfil Histórico é uma adaptação do jogo Perfil da Grow, e consiste em adivinhar o perfil em questão com o menor número de dicas. O jogador deve adivinhar a resposta certa por meio de dicas dos outros participantes. Quanto menos dicas o jogador precisar, mais pontos irá ganhar.
O conteúdo abordado nas cartas pela Professora Vanessa está enquadrado dentro da Diretriz Curricular da Secretaria de Educação da Prefeitura de Campinas. Através do Eixo, que compõe a Diretriz foram selecionamos alguns temas vistos durante o segundo semestre do ano letivo:
1- Transição do feudalismo para o capitalismo,
2- Renascimento,
3- Exploração colonial mercantilista
4- Geografia da ocupação e exploração colonial.
Esses conteúdos compõem as 40 cartas de dicas e foram elaboradas pelos alunos e alunas da professora Vanessa como uma atividade de avaliação.
Gostou?? Clique nos links abaixo para fazer o download gratuito (em alta resolução) do jogo completo!! Você também pode aptar o jogo criando perguntas para o tema que desejar
Download do Tabuleiro: aqui
Download das regras: aqui
Download das cartas de perguntas: aqui

Download das fichas: aqui
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Jogo de dominó "Que perfil é esse?"
Os mapas topográficos são representações das formas do relevo terrestre com indicações planimétricas e altimétricas, através das curvas de níveis.
As curvas de níveis formam uma trama de linhas que unem os pontos que se encontram na mesma altitude, e por isso, a variação entre as curvas sempre será a mesma: 50 metros, 100 metros, 200 metros... Quando as curvas de nível estão bem juntas se trata de um terreno muito íngreme, abrupto. Já quando tem um afastamento entre as linhas, indica pouco declive do terreno.
O perfil topográfico é a representação cartesiana de um corte vertical imaginário do terreno, mostrando as silhuetas de montanhas, vales de rios, etc.
O jogo “Que perfil é esse?” é uma variação do jogo dominó tradicional, e busca estimular a leitura do relevo através da relação das curvas de níveis e suas respectivas silhuetas do relevo.
O objetivo do jogo é encaixar a representação da curva de nível do lado direito da peça com sua respectiva a silhueta do relevo que se encontra do lado esquerdo de outra peça.
Esquema das peças do jogo "Que perfil é esse?"
Sequência do jogo finalizado
Instruções para o Jogo
É só imprimir e jogar!!! Clique aqui para fazer o download gratuito das peças!
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Dominó "Ponto de vista" e as relações projetivas*
1. Descrição do jogo
O jogo de dominó "Ponto de vista" induz a comparação entre as perspectivas na visão vertical e frontal.O jogo é composto por peças retangulares, divididas em duas partes (ou “pontas” como são chamadas no dominó original).
Em uma ponta, encontram-se fotografias frontais de um objeto, e na outra ponta uma fotografia vertical de outro objeto. O encaixe das peças ocorre entre uma fotografia vertical com uma fotografia frontal do mesmo objeto.
Devido ao fato de trabalhar com as duas perspectivas, espera-se que o aluno observe imagens por diversos ângulos, porém perceba que se referem ao mesmo lugar.
É fundamental certificar-se que as crianças estão fazendo as identificações e encaixes corretos. Você pode mostrar detalhes de modo a estimulá-los a usarem cores, formas, tamanhos e texturas para identificar os lugares ou elementos da imagem: Uma opção também é escolher um objeto da sala de aula e fazer seu desenho na lousa nas duas perspectivas.
2. A construção do pensamento espacial e as relações projetivas
do espaço na criança, um estudo sistemático das transformações das noções necessárias para a passagem do espaço percebido para o espaço representado figurado. Os autores afirmam que a percepção do espaço ocorre no contato direto com o objeto, sendo construído mais rapidamente que o espaço representado. Este último, formado por representações figuradas, necessita do domínio do nível projetivo, e até mesmo métrico, para ser alcançado. Uma coisa é perceber o espaço; outra é representá-lo, construindo-o ou (re) construindo-o. O espaço perceptivo é construído seguindo uma ordem que parte das relações topológicas elementares e segue para as relações projetivas métricas para, finalmente, atingir as relações euclidianas entre os objetos.
RELAÇÕES TOPOLÓGICAS, PROJETIVAS E EUCLIDIANAS A PARTIR DOS ESTUDOS DE PIAGET E INHELDER, HANNOUN E CATLING
Fonte: BREDA, 2018, p. 44-45.
A passagem da percepção para a representação supõe a reconstrução dessas relações espaciais já adquiridas no nível projetivo para o nível representado. A percepção visual e a noção espacial, por exemplo, começam no plano perceptivo em um sistema de relações de diferentes perspectivas, determinadas pelos movimentos prováveis do olhar, e prosseguem no campo da representação. No período de transição, a motricidade é essencial para a interpretação espacial, pois gera percepções e situações espaciais distintas.
Um objeto cúbico, por exemplo, dependendo da perspectiva que fixa o olhar, de modo que nenhum dos lados seja visto, pode ser “transformado” em uma figura plana, uma vez que nosso campo de visão reconfigura a noção da largura
ou altura do objeto, restringindo-o a somente uma face. O objeto, como tal,
passa a ser visto apenas pela sua superfície lateral plana (quadrado) sem a percepção da profundidade (2 dimensões), e não mais em três dimensões.
DIFERENTES PERSPECTIVAS DO MESMO OBJETO
FONTE: Breda, 2017, p. 114.
Na figura, por exemplo, quando a criança passa da posição ‘A’ para a posição ‘B’ ou ‘C’ e, simultaneamente, percebe que se refere ao mesmo objeto ela terá alcançado a coordenação de perspectivas e, portanto, o nível projetivo, pois há uma coordenação das ações do olhar segundo as suas mudanças de posição ou direção.
Movimento semelhante ocorre na leitura de um mapa. Os objetos e fenômenos são “rebatidos” sobre um mesmo plano. Para esse entendimento, a criança precisa ter concebido as relações projetivas, uma vez que, no período topológico, a criança considera apenas um ponto de vista como o único possível, não chegando a deduzir as transformações visuais do objeto quando se muda o ângulo de visão.
No caso dos mapas, a face rebatida para o plano normalmente será a voltada para cima, que ocorre com a visão vertical (veja a figura a seguir). Em objetos maiores, essa relação torna-se mais difícil, pois a criança não pode manipular os objetos a fim de ter a visão de todas as faces, como ocorreria com um dado, por exemplo.
VISÃO PERPENDICULAR E AÉREA
FONTE: Breda, 2017, p. 115.
A construção da visão vertical ajudará a desenvolver a construção de legendas, as quais facilitará a compreensão das linguagens do mapa. Nesse processo, é importante o desenvolvimento de atividades a partir de “formas, símbolos, figuras geométricas, signos, cores, linhas, áreas” para que a criança possa construir um quadro de variáveis visuais (símbolos e signos presentes no mapa), como forma, tamanho, orientação e cor para relacionar com os mapas.
CONSTRUÇÃO DA NOÇÃO DE LEGENDAS
Fonte: BREDA, 2018, p. 39.
*Este texto é uma revisão sinóptica do artigo La construcción de las relaciones proyectivas en el juego “Puntos de Vista”
Este jogo foi elaborado pelas professoras Nadia Silveira y Maria Nair P.
Miranda durante o curso de formação Confecção de jogos no ensino de Geografia, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Campinas.
Bibliografia
ALMEIDA, P. N.
de. Educação Lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. 10 ed. São
Paulo. Editora Loyola. p.295, 2000.
CAMPINAS. Diretrizes Curriculares da Educação Básica
para o Ensino Fundamental – Anos Iniciais: Um processo Contínuo de Reflexão e
Ação. GODOY, H.L (Org. e Cord.) Prefeitura Municipal de Campinas,
Secretaria Municipal de Educação Campinas, SP, 2012.
CASTELLAR,
M. V. S,MORAES, J. V. Ensino
de Geografia-Coleção Ideias Em Ação. São Paulo: Cengage
Learning, 2010. 166p.
CATLING, S. J. The child’s spatial concepción and geography educación.
In: Journal of Geography, Jan,
1978, n. 77, p. 24-28.
DALLABONA, S. R. , MENDES, S. M. S. O
lúdico na educação infantil: Jogar, brincar, uma forma de educar. In:
Revista de divulgação técnico-científica do ICPG. Vol. 1 n. 4. Jan/mar. 2004.
107-112 p.
HANNOUN,
H.El niño conquista el medio; Buenos
Aires: Kapelusz, 1977.
MACEDO, L.,
PETTY, A. L; S. PASSOS, N. C. Aprender
com jogos e situações-problema. Porto Alegre: Artmed, 2000, p. 115
MARRON, G. J. El
juego como estrategia didáctica para favorecer el aprendijaje en la Geografia.
In: Íber, 30. Versión electrónica (2001)
PIAGET, J.,INHELDER, B. A representação do
espaço na criança. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993, 507 p.
ROMANO, S. M. M.
Alfabetização cartográfica: a construção do conceito de visão vertical e a
formação de professores. In: CASTELLAR, S. Educação geográfica:
teorias e práticas docentes. São Paulo: Editora Contexto, 2005. 157-166p.
SILVA, L. G. Jogos e situações-problema na
construção das noções de lateraridade, referências e localização espacial.In:
CASTELLAR, S. Educação geográfica: teorias e práticas docentes. São
Paulo: Editora Contexto, 2006.
SOMMER, J. A. P. Formas lúdicas para trabalhar
conceitos de orientação espacial: algumas reflexões. In: REGO, N. et. al. Um pouco do mundo cabe nas Mãos
TREPAT, C. A. COMES, P. El tempo y el espacio
em la didáctica de las ciencias sociales. Barcelona, Grao, 2007.
sábado, 10 de novembro de 2018
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
Dicas de peças e materiais para confeccionar seus jogos
Dica para utilizar materiais de reciclagem
Clube do tabuleiro de Campinas (SP)
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Dica de onde comprar materiais já prontos (dados,peões...)
http://www.ludeka.com.br/
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
domingo, 19 de agosto de 2018
Ideia para fazer um mapa do tesouro com sacolinhas plásticas "fundidas"
Se você quer fazer um mapa do tesouro resistente e está com o orçamento curto para fazer uma impressão em um tecido resinado (como feito no Caça ao tesouro do Gurugu) aqui vai uma sugestão: mapa do tesouro com sacolinhas plásticas "fundidas"!
Material necessário:
- Sacolas plásticas limpas e secas (precisa ser em desenho)
- Ferro de passar roupa
- Folha sulfite ou papel manteiga
- Tesoura
- Canetinhas permanentes
- Isqueiro
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Passo 1: Organizando as sacolas
- Alise bem a sacola e corte o fundo e as alças, formando um retângulo
- Quanto mais sacolas você colocar, mais resistente será seu mapa.
- No exemplo foi usado um total de 8 sacolas (6 na base e 2 sobre o desenho)
Passo 2: Fundindo as sacolas
- Coloque as sacolas entre as folhas de papel vegetal ou sulfite e passe com o ferro.
- O ideal é ir aumentando a temperatura do ferro pouco a pouco, para não correr o risco de aquecer de mais e enrugá-las.
- Coloque uma pressão no ferro para que não fiquem bolhinhas de ar
- Não se esqueça das bordas
- Levante um pedaço do papel e confira se o plástico está se fundindo
- Vire cuidadosamente e repita no outro lado (tome cuidado pois o plástico irá se aquecer)
- Aqui foram usadas 6 sacolinhas transparentes
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Passo 3: Desenhando o mapa
- Sobre os plástico fundido desenhe seu mapa com canetas permanentes.
- Agora é soltar a imaginação. Com essa base você pode fazer um mapa do tesouro da sala de aula, da escola, de um parque...
- Caso não tenha facilidade para desenhar, imprima o mapa que será utilizado e com um carbono passe as informações para a base de plástico
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Passo 4: Protegendo o mapa
- Sobre o mapa já pronto coloque duas sacolinhas transparente e repita o passo 2.
- Isso fará com que seu mapa fique mais resistente, protegido e impermeável.
- Isso fará com que seu mapa fique mais resistente, protegido e impermeável.
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Passo 5: Acabamento
Marcadores:
Caça ao Tesouro,
como fazer jogos,
espacial,
jogo de orientação,
Jogos Geográficos,
Orientação,
Orientação corporal,
pensamento espacial,
raciocínio geográfico
quarta-feira, 25 de julho de 2018
Bibliotecas que foram contempladas com o livro "Jogos Geográficos na sala de aula"
Biblioteca Municipal Murilo Mendes
Juiz de Fora
Biblioteca Central
Biblioteca da Educação
Biblioteca do ICH
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Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Biblioteca da Educação
Biblioteca do ICH
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Colégio de Aplicação João XXIII – UFJF
Juiz de Fora
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Colégio Pedro II
Rio de Janeiro
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Escola de Educação Integral Prof. Zeferino Vaz
Campinas
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Oxford Brookes University
Oxford
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Universidade de São Paulo (USP)
Biblioteca da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - São Paulo
Biblioteca da Faculdade de Educação - São Paulo
Biblioteca Central - Ribeirão Preto
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Universidade do Estado da Bahia (UEB)
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Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Biblioteca do Centro de Educação e Humanidades “D” - Faculdade de Formação de Professores
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Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP)
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Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Biblioteca Setorial Maria das Mercês Ferreira Mendes - Cajazeiras
Biblioteca Setorial Maria das Mercês Ferreira Mendes - Cajazeiras
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Universidade Federal de Goiás (UFG)
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Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
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Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Biblioteca José de Alencar - Faculdade de Letras
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Universidade Paulista (UNIP)
Biblioteca Central - Campus Limeira
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quinta-feira, 12 de abril de 2018
Livro: JOGOS GEOGRÁFICOS NA SALA DE AULA
Este livro foi escrito com o objetivo de apresentar uma proposta de Jogos Geográficos para professores da Educação Básica, licenciandos e interessados na temática. Dentro dele você encontrará sequências didáticas que foram pensadas e desenvolvidas alinhadas ao currículo escolar de Geografia, abordando diversos temas como o ensino de noções e conceitos necessários para o pensamento espacial e para a compreensão de mapas. A obra propõe, ainda, diversas situações de aprendizagem que vão desde a simples identificação e localização de lugares vistos de cima até situações que exigem estratégias espaciais mais complexas, como se deslocar em um espaço orientado por um mapa na busca de um tesouro. A proposta de jogos foi pensada para ser aplicada para alunos do ensino fundamental, mas pode também ser adaptada para outros espaços de aprendizagem, como centros de educação ambiental, estudos do meio, ou ainda, como hobby para os apaixonados por mapas. A partir das descrições detalhadas da criação de cada jogo você poderá adaptá-lo com alternativas personalizadas. Convidamos a todos os interessados em utilizar ou construir jogos geográficos à leitura deste livro.
Visualize partes do livro aqui
Vendas: Editora Appris; Amazon;
Introdução:
"INICIANDO NOSSA CONVERSA...
Este livro, como qualquer outro, tem sua história e eu gostaria de compartilhá-la com você. Pesquisei e desenvolvi os seis jogos que serão apresentados aqui durante quase 10 anos de trabalho com crianças. Eu queria propor, para meus alunos, atividades lúdicas que utilizassem recursos de representação do espaço deles e assim abordar o pensamento espacial e noções cartográficas. Os jogos possibilitaram-me (re)pensar e (re)elaborar minhas práticas docentes continuamente; além, é claro, de criar para meus alunos algumas situações cartográficas divertidas a partir do município deles. E é este o tema central do livro: elaborar jogos para utilizar nas aulas de Geografia. A escolha do tema deu-se em decorrência de minha prática profissional. Sou professora de Geografia e, durante minha iniciação científica na graduação, optei por trabalhar com o ensino; mas foi a partir do primeiro ano como professora em escolas públicas do município de Ourinhos que me deparei com a real dificuldade dos alunos e alunas quanto a compreensões das noções cartográficas.
Durante esse primeiro ano, como professora, utilizei alguns jogos relacionados com as noções cartográficas que estavam sendo desenvolvidos para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e que originaram a coleção Jogos Geográficos. Ao utilizar tais atividades, encontrei uma resistência, por parte de supervisores pedagógicos, em relação à dinâmica e metodologia usada na aula devido ao fato de serem atividades que fogem à prática cotidiana dos anos finais da educação básica. Para alguns profissionais da área de educação, atividades que não fazem parte da dinâmica professor-lousa-livro didático não apresentam contribuição real para o ensino e, muitas vezes, são consideradas, por
eles, como mera “perda de tempo”.
Entretanto, devido ao fato desses jogos fazerem parte do TCC, eu estava amparada em um referencial teórico que me permitiu justificar as contribuições dos materiais e demonstrar que estavam de acordo com os conteúdos dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) para o referido ciclo. Naquele momento, minha primeira reação foi desistir dos jogos. Mas, após refletir, percebi que esses problemas enfrentados na escola não deveriam desanimar-me, mas sim servirem de estímulo para uma nova pesquisa, mais aprofundada na qual eu poderia demonstrar as contribuições dos jogos utilizados, originando então a dissertação de mestrado defendida no outono de 2013.
Busquei, durante a pesquisa de mestrado, responder alguns questionamentos como “qual a contribuição dos jogos para o desenvolvimento cognitivo do aluno” e “como essas contribuições poderiam auxiliar nas aulas de Geografa” tendo os PCNs como direcionadores, uma vez que este documento curricular traz os conteúdos a serem trabalhados de acordo com cada ciclo/ano. Assim, o material analisado na referida investigação poderia ser justificado não só pelas suas contribuições sociais e afetivas, mas também por trabalhar a cartografa, conteúdo específico daquele ano.
Quando utilizei os primeiros jogos, há quase 10 anos, lembro-me da satisfação de ver meus alunos jogarem; e por isso, já há algum tempo, elaborei o pequeno manual Jogos Geográficos: passo a passo e criei o blog jogos-geograficos.blogspot.com, porque queria muito compartilhar com outras educadoras e educadores os jogos criados. Em meio a essas e outras atividades, durante o ano de 2014, atuei como formadora pedagógica no município de Campinas-SP para auxiliar docentes da rede municipal a criarem seus materiais, originando então a coleção Jogos Geográficos na escola. Desde então, tem sido uma alegria ver educadores e futuros educadores entusiasmarem-se com a ideia de produzirem seus próprios jogos.
Desde a elaboração do primeiro jogo, aprendi muito com os retornos que tive, dentro e fora da sala de aula, com crianças e adultos. A publicação deste livro deu-me a oportunidade de rever e reescrever alguns conceitos, refinar ideias, além de adicionar um novo jogo. Quando comecei a desenvolver os materiais, eu ainda estava distante das discussões entre alfabetização e letramento. Foi somente mais tarde, durante meu doutoramento, que passei a incorporar ao processo da alfabetização cartográfica o termo letramento, abrigando uma compreensão ampla da prática da linguagem, que engloba e ultrapassa o processo da alfabetização.
A alfabetização cartográfica, com o foco no domínio de um sistema cartográfico, passou a ser entendida como parte de um processo mais amplo, tendo seus objetivos específicos indispensáveis para a compressão da linguagem cartográfica, uma vez que é necessário um conhecimento básico das convenções e mecanismos de abstrações da cartografa dominante (escala, projeção, simbologia...). Porém o domínio da linguagem cartográfica é compreendido agora dentro de uma complexa rede de práticas e saberes (também o gramatical) vinculados às várias formas de representação espacial. Daí em diante, passei a defender a ideia de alfabetizar letrando (SOARES, 2009), deslocando a ênfase
habitual da localização como centro do processo.
Meus primeiros estudos na área da Cartografa Escolar tinham como referencial teórico somente os estudos da psicologia genética de Jean Piaget, sobretudo no seu trabalho sobre o desenvolvimento das noções espaciais (PIAGET e INHELDER, 1993). Apesar de esse referencial ter possibilitado compreender como desenvolvem as noções cartográficas junto aos escolares, essa teoria apresenta algumas limitações na compreensão das divergências do aprendizado dentro do próprio grupo de escolares, principalmente pela não correspondência das faixas etárias definidas nas pesquisas de Piaget e colaboradores, bem como pelo fato de a aprendizagem não seguir a sequência cognitiva apresentada por eles. Para este livro, revisei e ampliei as referências sistematizadas sobre a compreensão do espaço na criança para compreender como se constroem as relações espaciais a partir da projeção do esquema corporal e assim interpretar algumas “dificuldades” dos alunos. A passagem do espaço percebido para o espaço representado é um progresso do domínio do próprio corpo em complexas ações cognitivas; e nós, professoras e professores, precisamos compreender essas etapas que podem nos dar pistas para auxiliar nossos alunos.
O objetivo do livro continua o mesmo da dissertação: abordar questões teórico-práticas sobre o uso de jogos no ensino de Geografa. Por isso, o livro está dividido em três partes. Na primeira parte intitulada Reflexões teórico-práticas, apresento um referencial sobre jogos e sobre as características do sistema cartográfico e suas noções apontadas em documentos curriculares, a fim de oferecer subsídios teóricos para as situações práticas que serão apresentadas posteriormente.
Na segunda parte, Planejando e criando Jogos Geográficos, apresento um conjunto de jogos que podem ser feitos com materiais acessíveis e econômicos. Cada jogo proposto inclui uma explicação do “como funciona” e do “como jogar”, das noções cartográficas e espaciais possíveis de trabalhar e sugestões de conteúdos integrados. Ao final, estão detalhados os roteiros de planejamento com um guia para a criação de cada jogo. Já na terceira parte, Jogando – alguns relatos de experiência, apresento algumas análises de sequências didáticas tanto para os anos iniciais como os anos finais da educação básica. É importante frisar que esses roteiros não seguem um trilho estreito e em uma única direção. Eles apenas indicam um caminho percorrido.
Desejo com este livro momentos de reflexão e inspiração para novas ideias e, quem sabe, um convite para você também construir novos jogos geográficos!
Boa leitura!"
BREDA, T. V. Jogos Geográficos na sala de aula. Appris: Curitiba, 2018, p. 15-18.
Confira o Sumário do livro
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